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quarta-feira, 30 de março de 2011

Fernanda Guimarães na Expo Money Curitiba

Chega a Curitiba, nos dias 05 e 06 de abril, a 6ª edição da Expo Money, maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina, que passará por 13 cidades em 2011. O evento se localizará na Expo Unimed, que fica na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300. Focado na pessoa física a exposição terá acesso gratuito a mais de 30 palestras, que abordarão os mais diversos temas sobre educação financeira, investimentos e mercado de ações e opções. E você pode inscrever-se aqui.

As palestras são dividas em três níveis de conhecimento: básico, intermediário e avançado e trazem sempre exemplos práticos para o sucesso nas finanças pessoais. O evento reunirá uma gama de profissionais conceituados do segmento, que dividem com o público, os ensinamentos, técnicas e, principalmente, as experiências práticas do mercado de investimentos. Entre eles estará a advogada Fernanda Guimarães, que participará do evento com a palestra “Economia sem sacrifícios: foque nas tarifas e serviços!”, que ocorrerá dia 05/04 às 15h50min, além de tomar parte da Arena Financeira, onde ocorrem rápidas palestras com maior interação com o público, com a palestra “A informação que faz diferença no seu bolso”, no mesmo dia às 17h15min, em que tirará dúvidas sobre finanças pessoais e planejamento financeiro. A grade completa de palestras você encontra aqui. 

 “Portabilidade de dívidas, isenção de tarifas bancárias mensais e proibições de cobrança de encargos pouco conhecidas, se aplicadas, podem fazer muita diferença no orçamento de uma família. Assim, o objetivo é enfrentar o passado, ou seja, os problemas já armados e existentes, sendo possível se livrar de dívidas já contraídas sem que medidas drásticas sejam tomadas.”
Dra. Fernanda Guimarães


Por Gabriela Maslinkiewicz

quarta-feira, 23 de março de 2011

Você vai atrás de seus direitos?

Nessa segunda-feira que passou estava ouvindo pela Pop Rock o programa Cafezinho e me chamou atenção um tópico colocado em discussão pelos locutores: o fato de o consumidor, na maioria das vezes, não buscar seus direitos, não obstante, em alguns casos, tenha consciência deles.
Debate iniciado, resolvi ir atrás de mais dados sobre essa relação consumidor x reclamação e me deparei com uma recente pesquisa feita pelo Centro de Justiça e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Depois de entrevistar 1,4 mil pessoas, apurou-se que apesar de 82% dos entrevistados conhecerem os seus direitos  como consumidores, apenas 38% deles os reclamam quando se sentem lesados. Isso porque, conforme explicou Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor da FGV e um dos coordenadores do levantamento, na normalmente o consumidor não acredita que o fornecedor/produtor tenha o compromisso e a capacidade para reverter o problema, o que faz com que, ao invés de reclamar, o consumidor opte por mudar de empresa na próxima vez em que precisar do serviço ou do produto. (Fonte Conjur).

Assim, temos que menos de 40% dos consumidores “instruídos” vai de fato atrás de seus direitos, e, segundo a pesquisa acima mencionada, a razão está, ao fim e ao cabo, na descrença dos consumidores na intenção de seus prestadores de serviço de os colocar em primeiro lugar. Uma razão para esse ceticismo talvez esteja em outro dado obtido por meio de mais uma pesquisa comportamental.

Em 2008, a Fundação PROCON, por meio de sua Diretoria de Estudos e Pesquisa, ao analisar a visão do consumidor a respeitos dos SACs (serviços de atendimento ao consumidor), divulgou que 98% dos consumidores entrevistados afirmou ter procurado a empresa antes de buscar o Procon, e, dentro dessa gama de pessoas que recorreram primeiramente ao fornecedor, 82% procuraram por 3 vezes o serviço de atendimento.

Do exame desses dados só pude concluir que por mais instruído que seja o consumidor, na realidade o seu cansaço e a falta de perspectiva acaba inibindo qualquer reclamação. O consumidor foi lesado – e sabe disso! –, buscou a empresa por no mínimo 03 vezes, e nada aconteceu. O desânimo, no fim, acaba sendo mais forte e impede que se vá efetivamente atrás das garantias dadas por lei.

Mas o que podemos fazer, então? Sugiro que deixemos de ser incrédulos e não nos intimidemos por negativas do fornecedor. Se realmente temos direito, devemos ir até o fim, pois é nessa mudança de atitude que está a força do consumidor para conseguir fazer com que os seus direitos sequer cheguem a ser desrespeitados em um futuro (que espero, e acredito, não esteja assim tão distante!).

Por Marcela Savonitti.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Brasileiros gastam 22% de sua renda para cobrir dívidas

A ampliação da acessibilidade ao crédito, que marcou o governo Lula e ajudou na ascensão da classe C no mercado, começa a exibir seu lado negativo. Segundo dados do Banco Central (BC), o comprometimento da renda do brasileiro com o pagamento de dívidas aumentou 6,9% entre 2003 e 2010. De acordo com o BC, em janeiro de 2003, o brasileiro precisava destinar 14,6% do seu ganho familiar mensal para a quitação de débitos. Oito anos depois, em dezembro de 2010, esse percentual havia passado para 21,4%.

Essas informações levam em consideração apenas as dívidas dos consumidores com os bancos, aquelas com crédito pessoal, com consignado (com desconto em folha de pagamento), com financiamento de veículos e com crédito habitacional. Como não estando incluídas as pendências com cheque especial e cartão de crédito, que embutem taxas de juros superiores a 10% ao mês e costumam fazer os maiores estragos no orçamento, estima-se que o real comprometimento do consumidor brasileiro com dívidas seja bem maior que os 22% apontados pela pesquisa.

Até porque, no geral, a maior parte das dívidas assumidas pelos consumidores é feita por meio do cartão de crédito. Somente em São Paulo, esta forma de financiamento é responsável por 70,3% do endividamento. Em seguida, aparecem os carnês (28,3%), o crédito pessoal (12,6%), o cheque especial (8,7%) e o financiamento de carro (7,9%). Os dados também mostram que do total de famílias endividadas, quase 50% têm pagamentos atrasados há mais de 90 dias e 26,8% estão com as contas atrasadas em até 30 dias.

A estabilidade da economia e a oferta abundante de crédito nos últimos anos levou o brasileiro a experimentar um pouco o estilo de vida de consumidores de Primeiro Mundo. Nos EUA, segundo o Federal Reserve (o banco central americano), as dívidas comem 17% da renda. É menos do que no Brasil, mas é preciso considerar a diferença de renda entre os trabalhadores dos dois países. Enquanto nos EUA a média chega a US$ 4,4 mil por mês, no Brasil o valor é de cerca de R$ 1,5 mil (US$ 882).

Para o futuro, a perspectiva é de que o crédito fique menos abundante e mais caro, o que virá a diminuir o aumento do endividamento. Em contrapartida, isso poderá significar que a capacidade de pagamento de dívidas piore com o acesso restrito ao crédito.

Por Mauro Gomes

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cobrança indevida: nem sempre se deve o que é exigido

Recentemente um leitor do nosso blog retornou de viagem e, na sua caixa de correspondência, estavam estas duas cartas (imagens abaixo). O mais interessante da história é que ele ingressou com processo judicial discutindo o assunto e o saldo desta dívida em 2003 e que, portanto, já ocorreu prescrição da dívida porque transcorrido o prazo de 5 anos. Em resumo, o banco não pode exigir qualquer pagamento!


Na verdade, não é bem uma cobrança indevida neste caso. É pior! É a clara tentativa do Banco Itaú de receber algo que não tem mais direito de cobrar desde 2008! O problema é que quem efetuar este tipo de pagamento, mesmo que comprovadamente prescrito, não conseguirá receber de volta o que for pago. Ou seja, atenção e muito cuidado na administração dos pagamentos de acordos propostos nestas correspondências.

E note que em menos de um mês a dívida diminui de 19 mil para 13 mil reais! O legítimo se colar-colou, né?

Então surge uma importante dúvida:

Meu nome foi retirado da lista de inadimplentes, isso significa que a dívida foi perdoada ou ela continua existindo?

Depende. Se você pagou, seu nome deve ser retirado da lista. Mas se não houve o pagamento, a dívida continuará existindo. O nome foi retirado da lista porque existe um prazo de prescrição. Este prazo de prescrição significa o tempo que o credor tem o direito de fazer a cobrança. No entanto, uma vez ocorrida a prescrição, o credor fica impossibilitado de fazer a cobrança ou de obrigar o devedor a pagar.

Fique atento! Dever é chato; mas além de não ser crime neste caso, o devedor tem alguns direitos importantes. Entre eles, o de não ser coagido a efetuar o pagamento de dívidas prescritas.

Por Fernanda Guimarães

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você é uma pessoa endividada?

Parece simples a resposta, mas são muitas as variáveis que configuram a situação de endividamento. Um cliente certa vez nos afirmou: “não estou endividado, mas possuo dívidas ...” Será que ele soube fazer bem este enquadramento? Muitas pessoas têm dívidas, mas ainda não estão endividadas. Outras não possuem grandes pendências financeiras, mas estão endividadas emocionalmente. Quer fazer o teste? Baixe o arquivo aqui e escolha as alternativas. As respostas são automáticas e muito bem humoradas. O teste foi elaborado pelo consultor financeiro do Projeto 2010 no Azul da Band RS.

E uma curisosidade: tecnicamente, está endividado quem, hoje, não tem reserva financeira suficiente para quitar todas as suas dívidas, empréstimos e financiamentos. Sem querer desanimar nossos queridos leitores, convenhamos, é imenso o número de pessoas que costuma viver permanentamente utilizando crédito. Basta pensar que a grande maioria de nós, consumidores, tem carro e imóvel financiado e faz disso um "hábito" para toda a vida. Será saúdavel? Aí temos a longa discussão sobre dívida boa e dívida ruim, que certamente renderá um novo post em breve. O importante é você demilitar se há excesso de comprometimento de sua renda com pagamento de créditos e, principalmente, se tem encarado sua relação com o dinheiro como uma pessoa emocionalmente endividada. Faça o teste, descubra isso e quem sabe dê o primeiro passo para sua independência financeira.

Por Gabriela Maslinkiewicz

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Money Mulher Porto Alegre

Aconteceu nos dia 01 e 02 de dezembro, em Porto Alegre, a edição final do circuito Expo Money 2010. Foram mais de 15 palestrantes de todo o Brasil dividindo conhecimentos sobre investimentos e dívidas para mais de 2000 pessoas.

No espaço Money Mulher, pelo qual passaram quase 500 pessoas ao longo dos 2 dias de evento, Fernanda Guimarães participou do debate "Dúvidas, consumo e seu futuro financeiro", do workshop "Avalie sua Saúde Financeira", além de apresentar suas palestras “A Informação que faz Diferença no seu Bolso”, "Os direitos a seu favor nos finanças" e “Saúde Financeira – Suas dívidas com 90% de Descontos”.





Em breve maiores informações sobre o lançamento do Diário de Consumo na Expo Money Porto Alegre.

Por Gabriela Maslinkiewcz

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Como Reduzir Gastos - Primeiro Passo: ALIMENTAÇÃO

É hoje! Começam as dicas práticas para redução de gastos que com certeza farão uma grande diferença no seu bolso no final de cada mês. Como insito em dizer, não acredito que cortes no orçamento sejam a estretégia mais indicada como solução das dívidas, mas, combinados com a renegociação de dívidas e as informações de direito que fazem mais diferença no seu bolso, certamente otimizam o resultado.

Para começar, vamos nos deter na necessidade mais básica de todas: a alimentação. Muitas vezes o dispensável acaba virando indispensável em função das diversas tentações que os corredores, sempre lotados de novidades, dos supermercados nos apresentam. Porque, vamos confessar, é realmente muito gostoso não só comer, como também fazer as compras de alimentos. Eu adoro ir ao supermercado; até porque aqui em Porto Alegre eles costumam ser muito confortáveis. E não acho sinceramente que devemos nos privar de nenhuma destas duas coisas.

Abaixo seguem algumas dicas clássicas para a hora do “rancho”. Adapte-as dentro da sua realidade e aproveite.

1 – Antes de ir ao supermercado crie uma lista de compras com os produtos necessários. Ao realizar suas compras, leve para casa apenas os itens que constam em sua lista. Parece simples, mas ir às compras sem objetivos definidos será disperdício na certa;

2 – Nunca vá ao supermercado com fome. Alimente-se bem antes de fazer suas compras, pois a sua vontade de comer pode interferir na escolha dos itens a comprar;

3 – O desejo de consumir é despertado com a imagem e o cheiro de um produto. Não se deixe conquistar pelo maravilhoso cheirinho de pães fresquinhos da padaria. Lembre-se de comprar apenas o necessário;

4 – Tente evitar as compras seguidas em supermercado. Quanto menos você freqüentar, menor será sua chance de consumir algo desnecessário. Comprar todos os produtos necessários de um mês em uma única vez, ou seja, “fazer o rancho” é preferível a ir comprando mercadorias à medida da necessidade, pois, na maioria das vezes, não temos a disciplina necessária para comprar apenas os itens de que precisamos;

5 – Pesquise bem antes de fazer suas compras. Os hipermercados costumam fazer ofertas diárias de segmentos diferentes. Exemplo: Segunda-feira é o dia das verduras e frutas mais frescas, terça-feira é o dia de carne, quarta-feira está na promoção às bebidas e assim sucessivamente. Quem optar pelo “racho mensal” - e não tiver tempo de ir ao supermercado especificamente para comprar um produto - deve escolher o dia da semana em que estão em oferta os itens que aparecem em maior quantidade na sua lista ou os mais caros (em geral as carnes).

Essas promoções são interessantes e compensatórias. Lembre-se de que ao ir ao hipermercado para comprar um produto em promoção você deverá realmente priorizar aquele produto necessário e que motivou sua ida àquele estabelecimento. Confira o preço dos outros produtos não anunciados na oferta antes de incluí-los no seu carrinho. Em pequenos mercados, pode acontecer de o preço estar mais caro para compensar o desconto fornecido no produto que lhe trouxe até o estabelecimento, pois dificilmente conseguem competir em todas as ofertas com as redes de supermercados. Um exemplo clássico é a carne para churrasco nos finais de semana. Se no mercadinho da esquina da sua casa a costela estiver em oferta, certifique-se que não estará pagando todo seu "lucro" no saco de carvão acima do preço.

E, claro, fique de olho na hora em que os produtos estiverem sendo registrados no caixa. O consumidor tem direito a pagar o menor preço do produto, seja este o da gôndola, o do encarte publicitário ou da etiqueta do produto. Segundo reportagem da Revista Pro Teste de março de 2010 (abaixo), houve significativa diferença de preços entre o encarte publicitário e os valores efetivamente cobrados no caixa. As empresas "condenadas" foram o Walmart, Carrefour e Extra, Guanabara e Sendas, Compre Bem e Pão de Açúcar. Nesta exata ordem de proporções de erros encontrados na pesquisa.

Já reparou ainda que algumas empresas nos ajudam padronizando a localização dos produtos dentro de suas lojas? Particularmente, nas duas lojas do hipermercado que frequento, valorizo a economia de tempo que é já saber onde encontrar cada um dos ítens que procuro.

Lembre-se ainda de que economizar no valor final do mês nas compras de supermercado é ótimo, mas não é o mais importante quando se trata de atendimento ao consumidor. Usando duas máximas já conhecidas por todos, o barato pode sair caro e economizar é comprar bem. Ou seja, não é só o preço que faz a diferença. Adianta comprar um produto barato e depois incomodar-se muito para ter seu direito de troca respeitado? Saber que seu direito será respeitado na hora e depois da compra, na ponta do lápiz, também é uma forma de economia.

Por Fernanda Guimarães

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Distribuidoras de energia não podem mais cortar luz de consumidor inadimplente.

A partir do mês passado as distribuidoras de energia não podem mais a cortar a luz do consumidor inadimplente passado o prazo de 90 dias a partir do vencimento da fatura. A regra vale apenas para os consumidores que deixaram uma conta pendente e que voltaram a pagar nos meses seguintes. A decisão foi tomada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), dentro do conjunto de normas do novo regulamento de direitos e deveres do consumidor de energia elétrica, que reúne novas e já estabelecidas regras.

Segundo a ANEEL, as distribuidoras continuam tendo o direito de cortar energia dos inadimplentes, contanto que mandem um aviso com 15 dias de antecedência, como funciona atualmente. No entanto, se a distribuidora não fizer esse procedimento dentro de 90 dias, não terá mais o direito de usar a interrupção no fornecimento como meio de cobrança. A regra passa a valer a partir de 1º de dezembro.

As novas condições de fornecimento de energia incluem também a criação de postos de atendimento presencial das distribuidoras em todos os municípios do país até setembro de 2011. A espera pelo atendimento não poderá ultrapassar 45 minutos, já que, atualmente, as distribuidoras são livres para decidir onde e quantos postos instalar.

Outra mudança aprovada foi a redução dos prazos de ligação e religação de unidades consumidoras localizadas em áreas urbanas. Para ligação, o prazo foi encurtado de três para dois dias úteis para unidades residenciais e pequenos estabelecimentos. Para grandes consumidores, como indústrias, o prazo caiu de dez para sete dias úteis. Enquanto o prazo para religação caiu de até 48 horas para 24 horas após a razão que motivou o corte. A ANEEL também informou que a tarifa de energia elétrica não deverá subir por causa das mudanças.


Por Mauro Gomes
 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Viver bem ou “ir bem” financeiramente?

Qual será a diferença entre viver bem e "ir bem" na gestão das suas dívidas? O do mesmo espírito do popular ditado “em time que está ganhando não se mexe”, desde que saibamos que o contrário é igualmente verídico. Portanto, é preciso aprender a repetir bons investimentos e, de uma vez por todas, perder o não raro hábito de fazer empréstimo em cima de empréstimo, seja de que natureza forem.

Para aqueles que têm mais de 30 anos, não é difícil admitir que a prática de economizar fazia parte da geração dos nossos avós. Não importando quais fossem as quantias, a formação de reservas constituía-se num caminho apropriado, se não certeiro, para se conseguir comprar os bens necessários e, em especial, os desejados. Ocorre que o sistema de crédito foi desmerecendo, gradualmente e com maior expressão nos últimos anos, nossa vitalidade financeira e o economizar tornou-se o elo perdido na construção de uma base sólida para a administração do dinheiro. Infelizmente, hoje é muito mais fácil conseguir um empréstimo pessoal do que poupar; um mal virtuoso com o qual nós, meros telespectadores do bombardeio de ofertas de crédito, teremos que aprender a conviver e dominar se quisermos criar hábitos financeiros saudáveis. Comece pensando por pelo menos cinco minutos antes de uma compra, sabendo quanto realmente pode gastar através de um orçamento doméstico mensal e evitando adquirir dívidas para despesas não essenciais.

Quem opta, por exemplo, em ter sua vida financeira com as graças e dificuldade de ser um profissional liberal, se não o pratica, pelo menos já ouviu dizer que é fato a existência de períodos de fartura e escassez na vida de cada um de nós, em diversos níveis. Conheço muitas pessoas que viveram períodos de bastante dinheiro girando em sua conta corrente, mas que agora passam por dificuldades financeiras que jamais poderiam imaginar viessem a ser uma realidade em suas vidas. É sabido que tempos de fartura e fome são um fenômeno cíclico na sociedade, mas que certamente podem ser melhor administrados com a repetição da premissa óbvia de que as necessidades futuras são supridas com decisões presentes. Calcular o valor global de uma compra e evitar o adiamento dos pagamentos, como no caso do rotativo do rotativo do cartão de crédito, são opções cotidianas inquestionavelmente acertadas.

Ter metas claras é fundamental no processo de formação de reservas, por isso, estabeleça os alvos que necessita alcançar e empenhe-se no dia a dia para torná-los uma realidade. Vença a indisciplina separando a quantia a poupar antes de começar a gastar. O segredo da poupança é torná-la obrigatória e prioritária. E, por favor, faça um esforço para fugir do crédito fácil. Os resultados são quase sempre penosos para quem toma emprestado. Quem economiza de forma diligente, não necessitará contar com recursos de terceiros e é esta opção permanente pela busca de independência financeira que nos levará à excelência na administração de nosso orçamento.

Por Fernanda Guimarães

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Palestra Saúde Financeira

Portabilidade de dívidas, isenção de tarifas bancárias mensais e proibições de cobrança de encargos pouco conhecidas, se aplicadas, podem fazer muita diferença no orçamento de uma família. Assim, com o objetivo de enfrentar o passado, ou seja, os problemas já armados e existentes (as dívidas), na palestra que ocorreu neste sábado, dia 25, na EXPOMONEY São Paulo, a advogada Fernanda Guimarães mostrou como é possível se livrar de dívidas já contraídas sem que medidas drásticas sejam tomadas.

“Há quem aposte todo o sucesso de suas finanças na diminuição de despesas. Muitos bons economistas tecem coerentes discursos sobre como reduzir gastos dentro do orçamento. Sinceramente, tenho muitos argumentos para discordar dessa solução para o endividamento. Minha sugestão: foque todas as suas energias em como aprender a reduzir as dívidas. Acho muito mais eficiente. Informação de qualidade faz muito mais diferença no seu bolso do que sofrer tentando reduzir o tempo debaixo do chuveiro para economizar energia elétrica. Dizer que é preciso viver com o que se ganha é fácil. Complicado é fazer valer isso no dia-a-dia de cada um, quando nos deparamos com as vitrines, os problemas de saúde e os parentes precisando de dinheiro.”

A palestra abordou com um enfoque diferente o assunto da renegociação de dívidas. Através de dicas eficazes, baseadas não só na experiência de mais de 12 anos no mercado da harmonização das relações de consumo, mas também na disciplina legal vigente em nosso país a respeito do tema, provou-se que a combinação da renegociação de dívidas com um controle dos gastos moderado e coerente é certeza absoluta de sucesso. Isso porque aprender a reduzir as dívidas é o mais eficiente e a informação de qualidade – em especial sobre direito do consumidor – é o que mais faz a diferença para a redução de gastos e de dívidas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Expo Money São Paulo, 2010

Neste sábado, aconteceu na 8ª Expo Money em São Paulo, a palestra “Saúde Financeira” da advogada Fernanda Guimarães Martins, especializada em Direito do Consumo, que falou sobre os direitos do consumidor na área financeira e deu orientações práticas para saldar dívidas e evitá-las, além de informações sobre consolidação de débitos.


Também participou ao longo do evento de diversas oficinas e programas, entre eles o “Elas & Lucros”, programa de rádio paulista que foi transmitido ao vivo com platéia e animou o público com uma coreografia criada por Vagner Meneses Pereira, o Fly, que além de coreógrafo da TV Globo, é consultor financeiro e colunista do programa “Elas & Lucros”. Este programa especial vai ao ar na próxima quarta-feira às 8h na 107,3 FM paulista, ou pelo site www.brasil2000.com.br.

Também já esta prevista a participação de Fernanda Guimarães nas EXPOMONEY do Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Por Gabriela Maslinkiewicz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Renda mensal ou anual - Qual é sua renda afinal?

Brasileiro tem mania de planejar seu orçamento mês a mês. Entra o salário, chegam as contas, e só se pensa em como escapar daquele sufoco. Chegar o mês seguinte e começar tudo de novo. Como escapar então desse sofrimento a cada 30 dias?

A melhor saída é planejar o orçamento para o ano todo. A maioria das pessoas recebe o mesmo salário todos os meses, apesar de existirem possíveis variações. As contas também costumam ser as mesmas: água, luz, telefone, colégio, aluguel. Só que existem as outras despesas e rendimentos que tem periodicidade anual e acabam não sendo percebidas desta forma no orçamento. E é quando chega o IPTU, o IPVA ou a anuidade dos Conselhos de Classe para os profissionais liberais que bate aquele desespero, como se fossem “imprevistos” dentro dos gastos mensais.

Por isso, o modo mais inteligente de se organizar é fazer um plano anual, que gerencie a renda e a despesa de todo o período. Assim, evitam-se as surpresas e os desgostos de lidar todo mês com apertos no orçamento. Sem falar que fica muito mais fácil equacionar e programar os pagamentos futuros.

E o contrário também vale. Ou seja, as “rendas extras” também devem entrar na programação do orçamento anual. Um bom exemplo de como fazer isso é desde logo planejar como vai ser gasto o 13º. salário. Ele é uma das grandes vantagens de quem tem carteira assinada, logo, o melhor é tirar o máximo de proveito desse benefício. Deixar para pensar o que fazer com essa renda extra na última hora aumenta a probabilidade que o seu destino seja algum supérfluo. Ainda pior, o 13º. pode dar a impressão de dinheiro de sobra, o que eventualmente leva a gastos que, no futuro, significarão mais dívidas.

Já notou que os americanos, ao serem perguntados sobre sua renda, automaticamente respondem o valor total anual recebido? Mesmo que muitas das tendências que vêm da “Terra do Tio Sam” não sejam, digamos, o melhor exemplo a ser seguido, esta forma de enxergar e planejar o orçamento familiar anualmente é muito proveitosa. Assim, vamos copiar as coisas boas também e chega de tratar como “imprevistos” os velhos conhecidos que batem a nossa porta todos os anos.

Por Fernanda Guimarães

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu devo, tu deves, ele deve e elas...

Liquidação. Prestação. Cartão. Além de rima óbvia e inspiração para propaganda de televisão, esta combinação é, no mínimo, perigosa. E nós, mulheres, sabemos bem disto, tendo de aceitar que, folcloricamente, levamos a fama de potencializar os efeitos desastrosos dessas três palavrinhas usadas juntas. Até Abraham Lincoln, o grande político americano, colocou a culpa por suas enormes dívidas financeiras em sua esposa, Mary Todd. Segundo biografia, a falência do estadista deveu-se aos gastos desmedidos de sua mulher em roupas. Será a pura verdade? De qualquer sorte, o que há de real na origem de nossas dívidas, sejam elas de autoria feminina ou masculina, é a falta de tempo dedicado a pensar antes de agir.

As mulheres amam liquidações. Todos adoram. E não há nada de mal em aproveitá-las. Vale à pena sim comprar por metade do preço aquela blusa que você estava namorando na vitrine. Mas desde que ela circule bastante no armário, o que acontecerá se ela estiver fazendo falta e realmente você goste de usá-la. Todos sabem que os bens de vestuário que adquirimos não podem ser chamados de investimentos, a não ser como aumento do patrimônio do fabricante. O clichê o-barato-sai-caro é o grande parâmetro antes de atirar-se nas promoções. Afinal, se ficar mofando no closet, de que adiantou ter conseguido 75% de desconto naquele sapato? Fazer uma lista de necessidades e conter os impulsos não é fácil, mas é uma reestruturação necessária.


Discussões feministas ou machistas à parte, o fato é que a organização ideal da nossa vida financeira tem aspecto hermafrodito: É necessário guardar dinheiro com o coração e gastar com a cabeça. Ou seja, é preciso economizar sem avareza e comprar com racionalidade. Reestruturação. Renegociação. Solução. Três palavras que também rimam, mas que a combinação é certeza de tranqüilidade financeira. Para homens e mulheres.

Por Fernanda Guimarães Martins