sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Socorro! Sumiu meu dinheiro! Problemas na migração do HSBC para o Bradesco?




Migração de Sistema de Bancos não pode Prejudicar Consumidores
Nestas últimas semanas recebemos dezenas (mais dezenas mesmo! arrisco dizer pelo menos uma centena) de clientes e leitores desesperados contando fatos surreais sobre desaparecimento de aplicações, fundos DI, títulos de capitalização ... Até empresas com seus funcionários sem receber porque os depósitos dos salários foram feitos no período fatídico do "sumiço de dados" e até hoje seguem as confusões, dúvidas e revolta.
 
A migração dos clientes do HSBC para o Bradesco iniciou no dia 8 de Outubro e não foram poucas as incomodações que daí surgiram aos clientes. As reclamações mais recorrentes apontam falha na transição de conta salário para o Bradesco, bloqueio do cartão do HSBC e demora na entrega do cartão de débito do Bradesco. Há também relatos de débito do valor integral de dívidas que estavam em negociação no HSBC ou ainda desaparecimento total de saldo de aplicação em fundos.
 
Segundo o site da revista Exame (detalhes a seguir), apesar dos problemas, o vice-presidente de tecnologia do banco, Maurício Minas, considera que a migração de 5 milhões de clientes do HSBC, feita durante um final de semana, foi bem-sucedida. “Pelo porte da operação, imaginar que não haveria ocorrência era uma utopia”, diz. Já prevendo essas ocorrências, o banco diz ter ampliado sua central de atendimento para dar suporte aos clientes.
 
Veja abaixo como cada problema está sendo solucionado e o que fazer em cada caso:
 

Salários atrasados

 
Sobre os problemas relacionados à abertura de contas-salários, que provocaram atraso do pagamento das empresas aos clientes do banco, Minas explica que as falhas foram causadas por conta da diversidade de arquivos com a folha de pagamento que as empresas mandaram para o Bradesco.
“Em situações, pontuais, que envolveram algumas grandes empresas, tivemos problemas no reconhecimento do formato desses arquivos pelo banco. Essas inconsistências tiveram de ser tratadas manualmente, o que causou atrasos no salário de alguns funcionários”, explica o executivo.
Nesse caso, o banco irá assumir a responsabilidade se houver qualquer prejuízo tanto para a empresa como para o cliente, afirma Minas. “Se o cliente ficar com a conta negativa até receber o salário, o banco não poderá cobrar juros”, diz Ione Amorim, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Identificados na semana passada, Minas aponta que desde então o banco avançou na solução dos problemas. “Não posso dizer que está tudo resolvido, mas não registramos novas ocorrências nas últimas 24 horas”.
Caso o problema não seja solucionado, Ione, do Idec, diz que o consumidor pode até mesmo entrar com uma ação na justiça por dano moral.
 

Demora no recebimento de cartões

 
Sobre problemas relacionados à demora em receber cartões de débito do Bradesco e bloqueio do cartão do HSBC, Minas garante que todos os cartões do HSBC somente serão bloqueados após 31 de outubro. “Até lá, todo cliente do HSBC poderá continuar usando o cartão, a não ser que já tenha ativado o novo cartão do Bradesco. Nesse caso, o cartão do HSBC é automaticamente bloqueado”.
Minas recomenda a clientes que ainda não receberam o cartão do Bradesco para que verifiquem no banco se é necessário atualizar seu endereço. “Se ele não recebeu certamente há algum problema com o seu cadastro no banco. Enviamos 100% dos kits de boas-vindas há algum tempo”.
Caso o Bradesco verifique que diversos clientes ainda não ativaram o cartão Bradesco o prazo para o bloqueio do cartão HSBC pode se estender por mais 30 dias.
Ione, do Idec, aponta que o cartão do HSBC não pode ser bloqueado antes do prazo estabelecido ou até que o novo cartão seja entregue ao cliente. “Nesse caso, o banco tem de estornar qualquer prejuízo que o cliente teve durante o tempo que ficou sem o cartão. Alguns serviços, como transferências, são mais caros se realizados em agências. O banco deve devolver essa despesa extra ao cliente”.
 

Débito de dívidas negociadas

 
Clientes que verificaram cobranças indevidas na migração, como débito de dívidas que estavam sendo negociadas, devem entrar em contato com o banco e apontar evidências sobre a negociação, como o e-mail de um gerente, por exemplo.
Minas afirma que todas as condições das dívidas de clientes do HSBC serão preservadas no novo banco. “Se algum desconto foi combinado no HSBC e por alguma razão se perdeu antes de ser efetivamente aplicado, ele será cumprido no Bradesco”.
 
 
Fato é que, com absoluta convicção, afirmo que os consumidores não podem ser prejudicados pela opção comercial de união dos dois bancos. Quaisquer prejuízos devem sim ser sanados, desde perdas materiais (dinheiro, aplicações, correções) até indenizações por dano moral pelas diversas situações que tais erros podem ter causado, como prejuízo à imagem, constrangimento, sensação anormal de ansiedade e desespero, já que estamos tratando de salários, reservas econômicas, sonhos de aposentadoria e investimentos.
 
Imagina sumir sua única aplicação, com sua única reserva financeira? Ou depois de muitos dias obter seu dinheiro "de volta" no extrato mas ter recusado o resgate/saque "até que as coisas se estabilizem e o sistema volte"?
 
Aqui o Diário de Consumo segue reunindo relatos e já formamos um grupo de consumidores lesados para discutir o que pode ser feito e que abrange sua situação particular. Melhor que deixar um comentário, é nos enviar diretamente um email para contato@mercadodeconsumo.com.br com o título: Bradesco x HSBC. Pode anexar fotos e documentos sim.
 
 
E quanto mais sigo no Direito do Consumidor no Brasil, mais acredito nas possibilidades infinitas de desrespeito que as empresas conseguem descobrir, realizar e seguir aparentemente passivas, como se normal fosse um cliente acordar com saldo zerado em sua conta corrente e nenhuma explicações receber por dias e dias.
 
 
Por Fernanda Guimaraes

terça-feira, 1 de novembro de 2016

REVISÃO DO FGTS - TR x INPC OU IPCA - RECUPERAR DIFERENÇA DE ATÉ 88,30%

Que tal receber 88,30% sobre o seu FGTS?

E se é seu direito, não é só uma hipótese, pois buscar esses valores é algo mais simples do que se imagina. Primeiro, entenda o que justifica essa diferença com nossas informações abaixo. Depois, - POR FAVOR! - se estiver dentro desse grupo de trabalhadores com recolhimentos ao Fundo entre 1999 até os dias atuais, reúna essas informações e busque receber esses valores o mais breve possível.
Justiça possibilita que trabalhador receba até 88,30% de seu FGTS

Se precisar de ajuda sobre quais documentos são necessários ou até sobre cálculos, nos mande email: contato@mercadodeconsumo.com.br.

Desde os anos 1960, época do surgimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que os trabalhadores brasileiros sofrem consideráveis perdas com as quantias que são compulsoriamente depositadas no referido fundo.

Como é de conhecimento público, o trabalhador não tem livre acesso ao seu saldo existente na conta vinculada ao FGTS, sendo restritas as hipóteses em que há direito ao saque, como por exemplo, a demissão sem justa causa, aquisição de imóveis, a aposentadoria e a ocorrência de doenças graves devidamente previstas na legislação, dentre outras.

Assim, todo trabalhador no Brasil é simplesmente obrigado a “investir” 08% (oito por cento) de seus vencimentos naquela que é a pior forma de investimento existente no país, amargando perdas ano após ano, enquanto a Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, empresta dinheiro com cobrança de juros bem acima da inflação aos trabalhadores que mantém o Fundo.

No caso mais recente se levantou que desde 1999 a correção monetária aplicada ao FGTS vem se dando por critérios que desobedecem a legislação do FGTS, uma vez que se aplica a TR (Taxa Referencial) como índice de correção monetária, quando este não se presta a tal papel, já que não reflete a inflação e, por isso mesmo, não corrige os valores mantidos em depósito, deixando de atualizar o valor monetário da moeda, gerando as aludidas perdas.

Desde 1999 a TR vem sofrendo diminuição sistemática de seus índices, reduzindo a zero no ano de 2012, se distanciando dos índices inflacionários e permitindo a corrosão dos valores mantidos em depósitos pelo trabalhador brasileiro.

Assim, os valores retidos nas contas vinculadas ao FGTS não são atualizados em conformidade com índices inflacionários reais, como o INPC ou o IPCA, de forma que quando o trabalhador tem acesso às quantias retidas essas se encontram em valor muito inferior ao que teria direito se tivesse havido a devida atualização monetária.

E é com esse fundamento que os trabalhadores estão se dirigindo à Justiça Federal para propor ações judiciais que desfaçam esse atentado à legislação e a seu próprio patrimônio, apresentando reinvindicações para que seja aplicado como indexador o INPC ou o IPCA em substituição à TR.

A correção dos valores mantidos em conta vinculada ao FGTS pode chegar a 88,30% sobre o valor depositado no Fundo e todo trabalhador que teve ou tem valores depositados a partir de 1999 até os dias atuais tem direito à revisão da correção monetária aplicada ao benefício, mesmo que tenha sacado seu FGTS em algum momento por demissão (ou demissões), aquisição de casa própria ou qualquer outra modalidade de saque prevista na legislação.
 
Por Fernanda Guimaraes (via Sr. Robertto, perito contábil de nosso escritório)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Atrasado na Entrega do Imóvel? Recebu as chaves, mas já recebeu sua Indenização?

"Ontem estive em mais uma reunião entre cliente e construtora. Seria apenas mais uma conciliação simples sobre atraso na entrega de imóvel se não fosse pelo inusitado fato de que o advogado da empresa (desta vez eu representava o consumidor) resolveu afirmar que,  ao referido contrato, não se aplicava o Código de Defesa do Consumidor. Brinquei que então não tinha mais nada para fazer lá e iria embora da reunião, já que a esdrúxula tese (de que um contrato de promessa de compra e venda de imóvel em construção entre uma pessoa física e uma construtora não é relação de consumo) só poderia ser comparada, para quem não é da área jurídica, à afirmação de que agora 2 mais 2 deixou de ser 4.

Precisei ouvir ainda, em pleno mês de março de 2011, quando comemoramos 20 anos de vigência do CDC, que imóvel não é produto, mesmo estando dispondo na referida lei que "produto é qualquer bem móvel ou imóvel, material ou imaterial" (§ 1º do art. 3º); que "consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final" (artigo 2º); e que fornecedor é "toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços" (artigo 3º), situação na qual, indubitavelmente, enquadram-se as construtoras.

E apenas para finalizar com qualquer resquício de dúvida que possa existir, o STJ, através do Ministro Ruy Rosado de Aguiar, já ratificou, há muitos anos atrás, que o contrato de promessa de compra e venda de imóvel rege-se pela Lei nº 4.591/64 no que tem de específico para a incorporação e construção de imóveis, e pelas normas do Código de Defesa do Consumidor, aplicável para definição do comportamento das partes quanto aos deveres relativos aos contratos, sobretudo na questão relativa a abusividade de cláusulas contratuais (Recurso Especial nº 299.445). No mesmo sentido: TJ/RS, 17ª Câmara Recursal, Apelação Cível nº 70000887000, rel. Dêsª. Elaine Harzheim Macedo.

Atenção antes da assinatura do contrato.
Mas o mais relevante de tudo isso, é que, a partir de hoje, iniciaremos uma série de posts sobre compra de imóvel na planta, que certamente serão úteis aos nossos leitores e seguidores. O tema, por coincidência, foi pauta desta semana no meu comentário no RS Acontece do dia 30/03, tendo em vista a realização da feira do mutuário em Porto Alegre."

Assim inicia um dos posts de maior acesso de nosso blog, publicado originalmente em 2014, mas completamente válido ainda.

Atrasos na entrega de casas e apartamentos comprados na planta estão se tornando cada vez mais comuns. Isso pode ser apontado como resposta direta ao crescimento exponencial da demanda imobiliária somada a desorganização de muitas construtoras, que alegam falta mão de obra e de material de construção ou ainda colocam a culpa na demora do poder público para obtenção do 'habite-se". O certo é que muitas empresas não conseguem concluir a obra no prazo previsto e o resultado disso são transtornos variados, frustração e prejuízos para os consumidores. Somente no estado de São Paulo, desde 2005, houve crescimento de 65% no atraso da entrega de novos edifícios, segundo pesquisa da ONG ABC (Associação Brasileira do Consumidor). Por isso, é essencial que, sobre estas empresas que descumprem a promessa de conclusão da obra e continuam sem aconselhamento jurídico correto, recaia incisiva punição por parte do judiciário e dos órgãos de defesa do consumidor, a fim de este comportamento lesivo não seja reincidente. Afinal, o poder público sempre exigiu a necessidade de habite-se para os imóveis, este procedimento há anos é lento e burocrático, e, por óbvio, evidentemente que isso não pode servir como justificativa para o atraso na entrega, devendo estes prazos estarem previstos dentro do cronocrama da obra. Até porque, vamos combinar, se não há aprovação de alguma vistoria, é porque alguma norma ou padrão técnico não foram cumpridos pela construtora.

Antes da Compra

É fundamental, antes de mais nada, verificar se a construtora é idônea, se sofre muitas ações judiciais, se costuma atrasar, se as suas obras têm qualidade. Uma assessoria adequada ajuda bastante nessa pesquisa. O site dos Tribunais de Justiça podem ser utilizados para verificação do histórico de processos e os Conselhos de Classe (CREA) para confirmação da situação das sociedades e profissionais.

É válido lembrar que a data de entrega das chaves e a carência precisam estar sempre discriminadas claramente no contrato. Um período extra somente pode ser reclamado pela construtora caso haja eventos fora do seu controle que acabem por atrasar a obra, como inundações ou uma greve geral dos operários da construção civil, por exemplo. Ou seja, as únicas hipóteses em que as construtoras se eximem da responsabilidade indenizatória pelo atraso é se conseguirem provar: (i) a existência de um caso fortuito ou de força maior; ou (ii) demonstrar a culpa exclusiva dos consumidores pelo atraso. Registre-se que o dever de provar estas excludentes de responsabilidade é das construtoras, que respondem objetivamente (art. 14 do CDC).

Aplica-se o CDC aos contratos de Promessa de Compra e Venda de Imóvel na Planta
Desta forma, nem tudo que está presente nos contratos de Compra e Venda com as construtoras é legal. Muitos contratos possuem cláusulas pré-formuladas e impostas aos adquirentes, não admitindo discussão sobre o seu conteúdo. Dessa forma elas incluem várias cláusulas abusivas, apostando no desconhecimento da população acerca da legislação de consumo. E, mesmo que o contrato seja "customizado" para cada cliente (há quem diga que isso existe), igualmente podem e devem ser discutidas as cláusulas que impõe ônus excessivo ao consumidor. Ainda mais se estas não estiverem em destaque e dispostas de forma ostensiva no contrato, como obriga a legislação.

Uma das cláusulas abusivas mais comuns é a que oferece à empresa um prazo excessivamente dilatado para a entrega da obra, quase sempre sem previsão de multas ou outras penalidades. A cláusula contempla a data prevista para a conclusão do empreendimento, porém, com tolerância de 90 dias, prorrogáveis por mais 120, 180 e até 270 dias em alguns casos. São evidentemente desproporcionais tais estipulações, já que em contrapartida as obrigações contratuais para os adquirentes são sempre específicas, determinadas e com penalidades pesadas. Já viu o acontecerá se deixarmos de pagar 1 prestação? O consumidor terá a mesma tolerência de mais 90 dias sem precisar pagar qualquer encargo? Claro que não!


Na compra de imóvel na planta, o contrato deve informar o prazo para o início e entrega da obra. A multa por atraso na entrega deve estar incluída nestas cláusulas. Se não houver cláusula que estabeleça obrigações para o fornecedor caso o prazo de conclusão da obra não seja cumprido, o consumidor deve negociar a inserção.


Depois de Assinado o Contrato

Além disso, o artigo 35 do CDC (Código de Defesa do Consumidor) estabelece que, no caso do descumprimento de contrato, o consumidor pode exigir o cumprimento forçado da obrigação, rescindir o contrato ou exigir produto ou serviço equivalente. O CDC institui entre o rol de direitos básicos dos consumidores "a modificação de cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais" (art. 6º,V). Já o art. 51 do mesmo código estabelece que “são nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativamente ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade".


Assim, toda vez que ocorrer demora excessiva na entrega de imóvel, mesmo existindo cláusula de tolerância que estenda o prazo original, o consumidor poderá ingressar em juízo para ver declarada a abusividade de tal disposição, além de buscar o ressarcimento de prejuízos que eventualmente tenha suportado.

Claúsulas abusivas devem ser anuladas no contrato.
Caso o atraso gere mais transtornos, uma indenização por danos extrapatrimoniais (morais) também poderá ser pleiteada pelos consumidores e concedida pelo Poder Judiciário, desde que se consiga provar a situação danosa que o atraso da obra gerou. Existem vários casos de consumidores que vendem o imóvel anterior confiando no prazo de entrega e acabam tendo que pagar aluguel por conta do atraso, outros adquirem um imóvel maior planejando a chegada de um filho em data próxima à previsão de conclusão do empreendimento e sofrem prejuízos e frustrações em suas expectativas. Há também os que organizam o casamento em face do prazo da construtora e regressam da lua-de-mel sem ter o sonhado lar doce lar, entro outros casos.

Todos os direitos podem ser requeridos conjuntamente numa mesma ação judicial, reparando assim os prejuízos impostos pelas construtoras pela sua atuação de forma não responsável no mercado de consumo. Já há, inclusive, entendimento no STJ de que o atraso injustificado na entrega da obra gera direito aos adquirentes de receberem indenização, equivalentes ao valor do aluguel do imóvel em atraso, até a conclusão definitiva da obra. Isto independente de ter que provar qualquer tipo de prejuízo.

Posso reclamar no PROCON  o atraso na entrega do meu imóvel?

Claro! Por tratar-se inequivocamente de relação de consumo, é possível abrir reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor. O PROCON/RS e a Fundação PROCON de São Paulo desempenham excelente trabalho nesta área. As multas podem chegar a milhares de reais para apenas um contrato e muitas vezes acarretam punições econômicas maiores que os processos judiciais. Contudo, é importante ressaltar que os valores pagos a título de multa vão para um fundo próprio que resultará em projetos de educação para o consumo. Assim, o reembolso dos prejuízos tidos pelo consumidor e a respectiva indenização são geralmente reavidos no âmbito da Justiça.


Por Fernanda Guimarães

domingo, 23 de outubro de 2016

Quero Cancelar meu Timeshare Já!

Olha lá o site dedicado ao assunto. Fazemos assim sempre que um assunto do nosso blog Diário de Consumo passa de 5 mil recebimento de emails com dúvidas dos leitores.

Então agora é possível enviar suas dúvidas sem expor seus dados aqui publicamente. Infelizmente, privacidade necessárias para evitar os contatos abusivos que alguns leitores relataram ter recebido direto das empresas de Timeshare. Lá tem tudo. Ou quase tudo. Nos dedicamos para que as perguntas mais frequentes fossem respondidas de forma clara e simples. E espero que nos digam o que ficou de fora das principais dúvidas para sempre atualizarmos as informações gratuitas e preciosas.

Clique na imagem para abrir nova janela.


http://www.meutimeshare.com.br/

Por Fernanda Guimarães

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dólar em Alta! Como cancelar um Timeshare comprado em moeda americana?

Cancelar o timeshare infelizmente deixou de ser uma opção pessoal para tornar-se uma necessidade em virtude da forte subida do dólar. O que antes até poderia ser um bom negócio, está virando pesadelo para muitas famílias que ainda tentam honrar seus compromissos financeiros.

A moeda americana já estourou os R$ 4,00 para compra. Isso quer dizer, objetivamente, que aquele contrato de timeshare assinado em 2013 hoje custa o DOBRO no seu orçamento! 

cotação do dólar é a maior desde 2003
Para aumentar o problema, as administradoras de timeshare aproveitam que o consumidor brasileiro não entende perfeitamente as cláusulas em inglês do contrato assinado e ainda tenta resolver tudo sozinho, sem buscar informações de qualidade ou auxílio profissional, e então negam o cancelamento. Muitas vezes dizendo absurdos como de que nos EUA há lei que possibilita a cobrança eterna das prestações.

Então vamos lá. Alguma das hipóteses abaixo faz parte da sua realidade hoje?

(1) Você tem um contrato de timeshare ativo, em dia ou não, mas que mantém sua família refém de prestações mensais e anuais em dólar. E esse dólar, dizem os especialistas, tende a seguir aumentando de valor. "A Bradesco Corretora elevou nesta manhã suas projeções para o câmbio no Brasil, estimando dólar a R$ 3,60 no fim deste ano e R$ 3,90 no fim de 2016, contra R$ 3,25 e 3,40, respectivamente." (fonte: Self Logísitica/Google) 

(2) Ainda, com as promoções de passagens e pacotes das operadoras brasileiras, seu vizinho ou colega de escritório acabou de lhe contar que gastou menos em um hotel melhor do que o que você tem "disponível" (se realmente conseguisse as reservas quando precisa) no seu timeshare.

(3) Com a inflação aumentando e a inegável insegurança do país, seus gastos subiram e, mesmo que o dólar estabilize, o valor que comprometeu nesse contrato de timeshare está pesando no orçamento. Isso sem falar que a frequência aquela que todos nós prevíamos viajar para os EUA não será confirmada. Pelo menos não nos próximos 5 anos ou até que o Brasil realmente recupere o crescimento efetivo.

Frente a tudo isso você acha justo não ter o direito de mudar de idéia e desistir desse contrato? 

Pois saiba que mais que uma questão de justiça, o consumidor brasileiro tem o direito assegurado no Código de Defesa do Consumidor de questionar sim esse contrato, a forma como ele foi feito e a sua regularidade.

Aceitar o não sem buscar seu real direito é um comodismo que o bolso do brasileiro não pode se dar o luxo. Aliás, o único lado bom aqui para quem desiste da compra: o valor pago foi em dólar! Ou seja, o reembolso ocorrerá também em dólar, o que na variação cambial poderá lhe trazer uma grata surpresa. 

Para saber mais sobre timeshare, acesse www.meutimeshare.com.br. Lá tire seus dúvidas GRATUITAMENTE. O site é um informativo para nossos leitores e/ou clientes e resume bem a natureza e as implicações desse tipo de contrato.

Se preferir, envie um email para contato@mercadodeconsumo.com.br.

Por Fernanda Guimarães

OAB/RS 51.837
(51) 3028.0878 

terça-feira, 28 de abril de 2015

meutimeshare.com.br já está no ar!


Já está no ar o site dedicado ao tema Timeshare. Este é o terceiro assunto que nosso blog Diário de Consumo passa a tratar de forma exclusiva, tamanha a procura dos leitores. Por lá será possível enviar suas dúvidas sem expor seus dados aqui publicamente. Infelizmente, privacidade necessárias para evitar os contatos abusivos que alguns leitores relataram ter recebido direto das empresas de Timeshare.

Lá tem tudo. Ou quase tudo. Nos dedicamos para que as perguntas mais frequentes fossem respondidas de forma clara e simples. E espero que nos digam o que ficou de fora das principais dúvidas para sempre atualizarmos as informações gratuitas e preciosas.

Abaixo, o visual da home recém no ar. Clique na imagem para abrir nova janela.



Por Fernanda Guimarães

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Diário de Consumo x Timeshare



Nosso blog permanece com a missão de informar e alertar nossos leitores sobre as relações de consumo mais polêmicas. Em 2014, sem dúvida, as postagens campeãs de recebimento de mensagens foram referente ao contrato chamado de Timeshare. 

Criamos um mecanismo simples de auxílio, com passo-a-passo e até um canal direto para quem quer saber mais sobre o assunto ou conversar sobre o seu contrato específico. E assim somos e acreditamos que informação de qualidade realmente faz diferença no seu bolso, seja obtendo subsídios para pedir o cancelamento do contrato, seja apenas entendendo melhor a natureza jurídica dessa compra e suas consequências legais. 

Contudo, recebemos dezenas de denúncias de leitores afirmando que uma empresa de Timeshare passou a utilizar nosso blog como fonte de subsídios para contato com compradores descontentes (ao invés de preocupar-se em mudar a postura tão reclamada e cumprir com o contrato possibilitando o uso das diárias). Colhemos dados precisos sobre os contatos indevidos, incluindo histórias inverídicas a respeito do Diário de Consumo como a de que recebemos ingressos gratuitos para Parques da Disney e outros absurdos ditos por funcionários desta empresa na tentativa de nos vincular a motivações emocionais e financeiras para nossas postagens sobre o tema.

Como claramente dissemos nas publicações e no email-padrão enviado, não incentivamos o cancelamento. Nosso objetivo é ajudar quem já optou por ele e não sabe como o fazer. A carta-modelo sugerida (válida apenas para quem está dentro dos 10 dias) foi enviada para mais de 10 mil leitores e não se trata de prejudicar a empresa de Timeshare, mas sim dar um norte àqueles consumidores que precisam dela.

Assim, informamos que todos os comentários que contém dados pessoais, como endereço de email, não serão mais publicados. Sua mensagem será lida e respondida diretamente, mas não aparecerá no site.

Para quem preferir, pedimos que as dúvidas sobre o tema Timeshare sejam enviadas diretamente para o email: contato@mercadodeconsumo.com.br.

Abraço a todos e que 2015 seja um ano de consolidação da harmonização das relações de consumo, com votos de que as empresas preocupem-se mais em prevenir e obedecer as leis do que em abafar os erros e o uso de marketing agressivo e irresponsável.

Por Fernanda Guimarães